quarta-feira, 19 de maio de 2010

na cadencia

vamos assim
na cadencia
renovar o nós
suturar os vãos
agregar as mãos
retomar os laços
deixar de bobeira
e seguir sorrindo

Henrique Rímoli

terça-feira, 18 de maio de 2010

ensinamentos

"coce o saco por cima da calça, é mais sincero do que coçar por dentro do bolso"

"palite o dente sem a mão na frente, assim você só engana a si mesmo"

"se peidar não pergunte primeiro quem foi, isso é se auto-acusar"

"se quiser ir no banheiro vá, não fique dançando isso é ridículo"

"se você gostou fale, se não gostou guarde pra você"

"ouça sua mãe e não discuta, ela tem um pacto com são pedro"

"na verdade Deus criou a terra em 6 dias, e descansa até hoje"

"uma pedra atirada não volta atrás, a não ser que seja uma pedra bumerangue"

"um raio não cai 2 vezes no mesmo lugar, mas outro raio cai"

Henrique Rímoli

dialogos

-oi?
-oi!
-você tava no barzinho dali da frente outro dia?
-tava sim pq?
-ah é que eu passei e te vi, rsrs
-pois é, era eu mesmo
-po legal, vamos la qualquer dia? parece ser maior legal la!
-é, é sim
-e então vamos?
-opa, tenho que ir a gente se fala depois, bjo tchau!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

-oi
-oi, tudo bem?
-tudo e você?
-to bem também, estava te olhando de longe e decidi te recitar uma poesia posso?
-pode
-é assim, "tchurururu jogou teu charme em mim,
tchurururu não resisti to afim,
tchurururu mexeu com meu coração,
tchururururu como é gostosa a paixão", e ai gosto?
-claro , amei.

se fosse antes eu entraria numa disputa internética ridícula,
mas hoje não,
prefiro levar de um jeito que não reverbere nada,
as palavras ditas não voltam atrás,
mas podem ser cobertas por outras,
se gentileza gera gentileza,
a falta dela não gera em mim a semelhança e sim o avesso,
o contrario, o oposto, aquilo que somos por agora.

Henrique Rímoli

sábado, 8 de maio de 2010

madrugada

a lua desponta no céu
daqui eu vejo a escuridão
se romper com os doces raios lunares,
poucas nuvens
muitas estrelas,
amanhã faz sol!
mas agora a lua é soberana,
me lembra que tenho que ir pra cama
amanhã cedo o dever me chama,
eta lua bacana,
madrugada fria
é bom passar de conchinha,
madrugada quente
é bom de passar com bastante gente,
madrugada
vai embora na alvorada,
só percebemos o valor dela,
quando nos tiram as horas de sono
mas quando estamos acordados
demora a passar,
se a noite é uma criança
ela vem pra alegrar,
madrugada
nunca mais vou me deitar.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

eu me vejo perdido
entre caminhos,
que pré conheço,
outros que conheço e outros que não conheço,
infelizmente não posso me repartir
e me juntar no final,
(re)compor as partes
e permanecer igual,
a vida é feita de escolhas,
escolha ou será escolhido,
escolha ou será engolido,
a vida te da opções,
você age de acordo com a sua vontade
mas afinal o que te move?
ou o que te modifica?


domingo, 2 de maio de 2010

poderia ser só,
só assim na cadencia,
um olhar e a distancia
do que a gente nem percebeu,
eu você, você e eu,
girando em direção ao sol
deixando de ter aquele sentimento só,
parar e desatar o nó da complicação
sentir o sol daquela canção,
dançar e respirar azul
sentindo o vento leve que nos leva pro sul,
migrando para um novo ninho,
voar é bom
quando não se está sozinho.

tudo jogado por ai

sou suspiro
sou afago, sou seu riso
seu olhar calmo,
a cor ou a flor da pele
não importa nem repele,
tudo depende das horas,
e do momento que antecede,
não quero, ou quero?
espero
é melhor, ou pior,
na duvida me calo,
ou melhor na duvida eu falo,
clamo, peço, grito,
estático fico,
me viro e tudo é infinito
num piscar de olhos
o tempo passa
e nada do que eu faça
destrói essa vidraça
ou tira sua carapaça,
quero que você transpareça
que nosso afago cresça
ou que afogue nossa crença
pois não somos mais crianças.

sábado, 1 de maio de 2010

vento forte,
abraço frio,
o teu sorriso se fundiu com o mesmo céu que clareou
o coração que se partiu,
a boca seca,
a perna treme,
o teu olhar perene me pedindo aquele bom
sorvete de creme,
o vento seco,
o abraço treme,
o teu sorriso perene se fundiu com o mesmo céu
do coração de creme,
a boca forte
a perna fria
o teu olhar se fundia me pedindo aquele bom
sorvete que se partia