sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

bula

Seja o que for
nunca terá cura,
o amor não sara,
o amor só sangra.

Henrique Rímoli

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

outrora

é a saudade que míngua com o tempo
outra vontade que surge com o vento,
já não sei o que eu quero
ou ja deixei de querer,
aqui eu só tenho tempo, olhos e sentimentos pro que vivo nesse momento,
outros olhos e sorrisos me encantam,
e eu canto, canto tanto
que encanto a vida,
deixo um amor com um ar de partida,
vivo aqui a arte do encontro e da despedida.

Henrique Rímoli

Má B

é que nem fumaça
chega te envolve
até que se dissolve
e tudo vira lembrança.

Henrique Rímoli

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Srta Hamada.

eu nunca disse
mas adoro quando você completa o que eu escrevo,
parece que sabe achar a ponta do meu desejo,
você é meu olho (puxado) pois sabe ver o que eu vejo,
eu gosto mais do que eu faço
quando vejo o seu traço
rabiscando toda a minha lógica,
me deixa boquiaberto quando me entende mais do que eu
sabe me decifrar só me lendo,
transpõe em versos uma solução lógica de um complemento,
você é meu bom caminho e por isso te carrego comigo
em cada verso em cada gesto de sorriso.

Henrique Rímoli

nó

agora eu aceito me entregar
me entrego assim
sem corpo e alma,
aprendi tambem a me preservar,
preservo assim
com muita calma
pois o que é nosso
um dia vai vingar.


Henrique Rímoli

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

o amor tem seus erros

eu ja vejo nosso encontro como uma despedida
no meu livro essa pagina não vai ser colorida
de tanto olhar pra tras eu ja não vejo o caminho em minha frente
de tudo que se faz por medo o amor é o erro mais presente

eu não quero mas eu conto com a sua vinda
de tudo que eu quero ter vc é a mais querida
eu digo que não quero mas eu finjo não estar arrependida
eu digo que não quero e no fim é só uma lagrima perdida


Henrique Rímoli

domingo, 9 de janeiro de 2011

espera

e ele se pergunta no alto da sua solidão como faz pra acalmar essa batida ja acelerada do seu coração,
ele dedilha qualquer nota enferrujada no braço do seu violão pra ver se passa o tempo pra saber se espera é em vão,
ele ainda se pergunta se tudo aquilo faz sentido ou se as duvidas e receios são resultados de um coração partido,
é natural que ele se sinta frágil e descabido se tudo que ele tem é não ter nada nem um amor vivido,
ele repara que a sombra ao seu lado fica cada vez maior e que sua melodia é toda em tom menor,
ele se pergunta quando tudo pode ter outra rota se sua vida sempre andara com a perna torta,
ele imagina nisso tudo um outro colorido pensa que poderia ter um grande amor vivido,
ele rasga as cartas que não foram enviadas pra uma velha paixão e guarda a unica que recebeu em baixo do colchão,
ele ainda tem aquela velha mania de servir café pra ela pega uma xícara e espera em frente a janela,
ele ja não sabe se é noie ou se é dia perdeu a noção do tempo esperando sua companhia.

Henrique Rímoli

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ele-ela

ele levantou e quis sair,
ela lhe pediu pra ficar,
ele a olhou mas sem querer,
ela lhe sorriu com o olhar,
ele pensou mais um pouco,
ela fingiu não ligar,
ele segurou a maçaneta,
ela fez que ia levantar,
ele soltou,
ela ficou no lugar,
ele lhe encarou,
ela lhe sorriu sem falar,
ele fez que ia voltar,
ela só ficou a olhar,
ele foi na direção dela,
ela fingiu não ligar,
ele disse eu te amo,
e os dois se puseram a amar.

Henrique Rímoli

no caminho

vou seguindo assim
esse meu caminho,
levo a rosa em mim
e não vou sozinho.

Henrique Rímoli

novo

aqui me encontro de novo,
sem rumo, sem verso sem você.
deixei na serra um ano velho,
uma saudade e uma paixão nova.
chego de volta num ano novo,
com uma saudade e uma velha paixão.
do meu querer pouco mudou,
sinto saudade daquilo que ainda não se fez nascer,
sinto vontade de abraçar
até me perder de tanto me prender,
quero te encontrar daqui a pouco,
e que seja pouco
pois ja faz muito que não te vejo.

Henrique Rímoli